Ação da Prefeitura também teve oficinas profissionalizantes, exibição de filmes e debates
Durante uma semana, o mês da Consciência Negra foi lembrado em atividades como oficinas profissionalizantes, exibição de filmes e debates nos CRAs de todas as cinco RPA’s de Camaragibe. Na noite desta quinta-feira, 27, uma celebração reuniu uma série de atividades na Vila da Fábrica.m como apresentações culuturais e barracas de empreendimento negro, marcando o encerramento da Semana da Conciência Camará.

A ação foi promovida pela Prefeitura, através da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, Direitos Humanos, Juventude e Combate à Fome e Fundação de Cultura e Turismo. A iniciativa contou ainda com o apoio do Movimento Negro Unificado no Brasil, Quilombo dos Camarás, Movimento dos Povos Tradicionais das Cidades de Pernambuco.
No palco, se apresentaram os grupos, Vozes Ancestrais, Balé Popular Camará com o Coco de Senzala de Mestre ZÉ Negão, Sambada de Tuia e os Mestres da Cultura Popular. As pessoas também puderam acompanhar roda de capoeira com os grupos Ginga Nativa e Legião Brasileira de Capoeira.

“A importância de ações como essa, vai além das questões culturais. São essenciais também sob o ponto vista histórico e pedagógico. Precisamos conhecer a trajetória dos povos originários. Camaragibe é uma cidade que tem forte influência afro indígena, e é necessário que essas tradições sejam conhecidas”, disse o secretário de Educação, Iran Escobar, que esteve na Vila da Fábrica.
Para a coordenadora de Produção de Eventos da Fundação de Cultura e Turismo, Cintia Fernanda, a atividade também foi pensada para que houvesse uma discussão sobre o racismo estrutural com as pessoas que ocupam os espaços de poder e para valorizar a produção cultural popular anti racista feita na cidade. “Celebrar, sem esquecer que a gente precisa sempre estar refletindo sobre essas questões ”, pontuou, Cinthia. Ela ressaltou ainda a diversidade que a gestão está promovendo na Prefeitura. “A Fundação de Cultura, por exemplo, tem negros na maioria das diretorias”, destacou.

Representante do Movimento Negro Unificado, Mirts Camará, reforçou a necessidade da reflexão sobre as negritudes ultrapassar o mês de novembro. “A gente já tem lei, tem movimentos organizados na cidade, mas ainda existe todo um processo racial e sexista em Camaragibe que é muito pesado”, alertou.
Fotos: Carol Bezerra/PMCg
Publicado em 28 de novembro de 2025
Por SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO