Imóveis no Alto Santo Antônio foram atingidos pelo deslizamento de uma encosta e apresentavam risco de desabamento; medida integra ações do município para reduzir riscos e ampliar a segurança da população
A Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Camaragibe demoliu, nesta quarta-feira (16/09), duas casas localizadas no bairro Alto Santo Antônio que foram atingidas pelas fortes chuvas do dia 1º de maio. A ação foi realizada de forma controlada, com o uso de máquinas, por técnicos da Defesa Civil e da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Urbanos. O trabalho foi acompanhado de perto pelo prefeito de Camaragibe, Diego Cabral, e pelos secretários Luciano Fonsêca, da Defesa Civil, e Dra. Daiana, da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, Direitos Humanos, Juventude e Combate à Fome.
Os dois imóveis ficavam em uma rua à beira de uma encosta que cedeu durante as chuvas. O movimento de massa provocou danos estruturais nas casas e deixou os imóveis com risco de desabamento. A situação foi avaliada por engenheiros da Defesa Civil, que apontaram a necessidade de demolição.

O prefeito Diego Cabral destacou que a medida foi necessária para preservar a vida das famílias que viviam nos imóveis e evitar novos riscos na área. “Desde a chuva de 1º de maio, tiramos as famílias, acolhemos, vamos conseguir pagar um auxílio e indenizar as benfeitorias. Mas o mais importante de tudo: salvar vidas”, afirmou.
O prefeito explicou ainda que a demolição busca impedir que as famílias voltem para a área de risco e evitar novas construções no local. A região, segundo ele, deverá passar por fiscalização e poderá receber, posteriormente, obras de contenção da encosta.
“Estamos aqui no dia de hoje salvando duas famílias que poderiam, a qualquer momento, estar perdendo tudo, inclusive sua vida, com o desabamento dessas casas”, destacou.

A ação ocorre em um cenário de ampliação dos investimentos em contenção de encostas no município. Segundo Diego Cabral, mais de R$ 35 milhões estão sendo aplicados atualmente nessas obras. Outros R$ 52 milhões deverão ser licitados. Há ainda mais R$ 10 milhões, de recursos próprios do município e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com projetos em elaboração para posterior licitação.
A expectativa apresentada por Diego Cabral é que, ao final do primeiro mandato, os investimentos em contenção de barreiras ultrapassem R$ 100 milhões. Entre as obras em andamento estão as contenções de encostas em Santa Verônica e na região da João Félix, realizadas em parceria com o Governo de Pernambuco.
As ações de contenção também estão relacionadas às medidas habitacionais destinadas às famílias que vivem em áreas de risco. O município já está construindo um habitacional com 196 apartamentos, que terá como prioridade esse público. A Prefeitura também está na fase final de negociação com a Caixa Econômica Federal para contratar mais 400 unidades habitacionais.
Ao todo, serão 596 unidades habitacionais por meio de programas como o Minha Casa, Minha Vida, do Governo Federal, e o Morar Bem, do Governo de Pernambuco. A proposta é reassentar famílias que vivem às margens de canais e rios ou próximas a barreiras, incluindo moradores de Nazaré, Japão, Beira Rio e Santa Tereza.
No caso das duas famílias do Alto Santo Antônio, a expectativa é que elas sejam contempladas com apartamentos do Habitacional Fontainha II, no Bairro do Estado. “E aí, com isso, a gente vai poder transformar a cidade, ter uma cidade mais segura para cada um morar”, concluiu o prefeito.

As casas foram interditadas no dia 1º de maio, e as famílias deixaram os imóveis na mesma data. Inicialmente, havia a possibilidade de encaminhamento para um abrigo, mas elas optaram por ir para a casa de vizinhos e, posteriormente, seguiram para a casa de parentes.
Antes da demolição, as duas famílias receberam atendimento humanitário da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social, Direitos Humanos, Juventude e Combate à Fome, com colchões, itens básicos e kits de higiene, além de apoio para o deslocamento.
Uma das moradoras está na casa de parentes e vai receber auxílio-moradia inicialmente por seis meses, com possibilidade de prorrogação por mais seis meses. Ela também receberá indenização pelas benfeitorias do imóvel.
No outro imóvel, embora o proprietário seja falecido, a equipe da Assistência Social conseguiu localizar os familiares. Nesse caso, o imóvel não se enquadra nos critérios para receber o auxílio-moradia. Eventuais valores referentes às benfeitorias serão destinados aos herdeiros.

Após a retirada das estruturas, os entulhos serão removidos dos locais. A Defesa Civil deverá fazer uma cobertura provisória da barreira com lona plástica, enquanto a Secretaria de Infraestrutura deverá elaborar o projeto para a solução definitiva da encosta.
As duas casas fazem parte de um conjunto de imóveis afetados pelo movimento da encosta provocado pelas chuvas de 1º de maio. Além delas, outras sete casas também estão previstas para demolição, mas ainda não há programação definida para a execução dos serviços.
Fotos: Carol Bezerra/PMCg
Publicado em 16 de setembro de 2026
Por SECRETARIA DE COMUNICAÇÃO